Copywriting jurídico: como escrever de forma persuasiva sem ferir as regras da OAB

Copywriting

A advocacia sempre foi uma profissão baseada na palavra. Entretanto, embora o Direito seja construído por meio da linguagem, muitos advogados ainda enfrentam dificuldades para se comunicar de forma clara, estratégica e persuasiva — especialmente no ambiente digital. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação legítima com os limites éticos impostos pela Ordem dos Advogados do Brasil. Assim, surge uma dúvida recorrente: é possível escrever de forma persuasiva sem violar as regras da OAB?

A resposta é sim. Contudo, para isso, o advogado precisa compreender profundamente o que é copywriting jurídico, quais são seus limites éticos e, principalmente, como utilizá-lo de forma responsável, informativa e estratégica. Portanto, dominar essa técnica deixou de ser um diferencial e passou a ser uma competência essencial para a advocacia contemporânea.

Além disso, como o marketing jurídico evoluiu, escrever bem não significa mais apenas redigir petições técnicas. Hoje, o advogado também precisa produzir conteúdos institucionais, artigos, textos para redes sociais, páginas de site e comunicações que informem, eduquem e fortaleçam sua autoridade — tudo isso sem mercantilizar a profissão.


1. O que é copywriting jurídico e o que ele não é

Antes de tudo, é fundamental desfazer um equívoco comum. Copywriting jurídico não é propaganda agressiva, não é promessa de resultado e não é captação indevida de clientela. Pelo contrário, copywriting jurídico é a técnica de escrever textos persuasivos com foco em clareza, valor informativo e orientação do leitor, sempre respeitando os limites éticos da advocacia.

Enquanto o copywriting comercial busca vender produtos de forma direta, o copywriting jurídico busca:

  • esclarecer dúvidas jurídicas;
  • educar o público;
  • demonstrar autoridade técnica;
  • fortalecer reputação profissional;
  • gerar confiança;
  • posicionar o advogado como referência.

Portanto, quando bem aplicado, o copywriting jurídico não fere a OAB — ele fortalece a advocacia.


2. Por que advogados precisam aprender copywriting hoje

Atualmente, o primeiro contato do cliente com o advogado raramente acontece no escritório. Na maioria das vezes, esse contato ocorre por meio de:

  • artigos no Google;
  • redes sociais;
  • site institucional;
  • conteúdos educativos;
  • vídeos explicativos.

Dessa forma, quem não sabe escrever bem no ambiente digital perde visibilidade, autoridade e oportunidades. Além disso, como o mercado jurídico está cada vez mais competitivo, comunicar-se de forma estratégica se tornou essencial.

Entretanto, escrever bem não significa escrever de forma apelativa. Pelo contrário, na advocacia, quanto mais técnica, clara e responsável for a comunicação, maior será a confiança gerada.


3. O que a OAB permite no marketing de conteúdo jurídico

Para escrever com segurança, o advogado precisa conhecer as regras. O Provimento nº 205/2021 da OAB trouxe avanços importantes e deixou claro que o marketing jurídico informativo é permitido.

De forma objetiva, a OAB permite:

✔ Produção de conteúdo informativo e educativo
✔ Artigos jurídicos em blogs e sites
✔ Publicações em redes sociais com finalidade educativa
✔ Uso de linguagem clara e acessível
✔ Divulgação de áreas de atuação
✔ Posicionamento institucional
✔ Fortalecimento de autoridade técnica

Entretanto, a OAB proíbe:

✖ Promessa de resultados
✖ Linguagem sensacionalista
✖ Captação direta e ostensiva de clientela
✖ Divulgação de valores e descontos
✖ Comparação com outros advogados
✖ Expressões como “o melhor”, “garantia”, “causa ganha”

Portanto, o copywriting jurídico deve respeitar esses limites de forma rigorosa.


4. Persuasão ética: o verdadeiro objetivo do copywriting jurídico

Persuadir não significa manipular. Pelo contrário, no contexto jurídico, persuadir significa ajudar o leitor a compreender um problema jurídico e perceber que o advogado possui conhecimento técnico para lidar com ele.

Assim, a persuasão ética acontece quando o texto:

  • esclarece dúvidas reais;
  • apresenta fundamentos legais;
  • explica riscos e possibilidades;
  • evita promessas;
  • orienta de forma responsável;
  • respeita a autonomia do leitor.

Consequentemente, o leitor passa a confiar no profissional de forma natural.


5. Como estruturar um texto jurídico persuasivo e ético

A estrutura é essencial. Um bom texto jurídico persuasivo segue uma lógica clara e organizada.

5.1. Comece pelo problema real do leitor

Primeiramente, o advogado deve demonstrar que entende a dor do leitor. Isso pode ser feito com perguntas reflexivas ou situações comuns, como:

  • “Você sabia que muitas pessoas perdem direitos por falta de informação?”
  • “Muitos contribuintes enfrentam esse problema sem saber como agir.”

Dessa forma, o leitor se sente compreendido.


5.2. Explique o contexto jurídico com clareza

Em seguida, é essencial explicar o tema jurídico com linguagem acessível, mas sem perder precisão técnica. Além disso, é importante citar fundamentos legais, jurisprudência e conceitos relevantes.

Assim, o texto educa e demonstra autoridade ao mesmo tempo.


5.3. Apresente caminhos possíveis — sem prometer resultados

Aqui está um ponto crítico. O advogado pode explicar possibilidades jurídicas, cenários comuns e entendimentos predominantes, desde que deixe claro que cada caso deve ser analisado individualmente.

Portanto, expressões como:

✔ “Em muitos casos, a jurisprudência tem entendido que…”
✔ “Dependendo da análise do caso concreto…”
✔ “A avaliação técnica é indispensável…”

são totalmente adequadas.


5.4. Finalize com convite institucional e ético

O texto pode, sim, conter um convite para conhecer o escritório ou buscar orientação profissional. Contudo, esse convite deve ser discreto, institucional e informativo, como:

  • “Procure um advogado de sua confiança.”
  • “Um profissional especializado poderá analisar seu caso.”
  • “O acompanhamento jurídico adequado faz toda a diferença.”

Isso respeita integralmente a OAB.


6. Palavras persuasivas que podem ser usadas sem infringir a OAB

Muitos advogados acreditam que não podem usar palavras persuasivas. Isso não é verdade. O que importa é o contexto.

Exemplos de palavras permitidas quando usadas corretamente:

✔ orientação
✔ esclarecimento
✔ análise técnica
✔ segurança jurídica
✔ prevenção de riscos
✔ informação correta
✔ acompanhamento profissional
✔ estratégia jurídica

Essas expressões fortalecem o texto sem mercantilizar a advocacia.


7. Erros comuns no copywriting jurídico (e como evitá-los)

Mesmo com boa intenção, alguns erros são recorrentes:

❌ Prometer resultados implícitos
❌ Usar linguagem emocional excessiva
❌ Focar apenas em venda
❌ Copiar modelos de marketing comercial
❌ Ignorar o Código de Ética

Para evitar esses erros, o advogado deve sempre revisar o texto com olhar técnico e ético.


8. Copywriting jurídico e autoridade profissional

Quando bem aplicado, o copywriting jurídico constrói autoridade de forma sólida. Isso acontece porque o advogado passa a ser visto como fonte confiável de informação.

Além disso, conteúdos bem escritos:

  • aumentam alcance orgânico no Google;
  • fortalecem reputação digital;
  • geram indicações espontâneas;
  • criam relacionamento com o público;
  • posicionam o escritório no médio e longo prazo.

Portanto, escrever bem é investir na carreira.


9. O papel da tecnologia no copywriting jurídico moderno

Hoje, ferramentas de tecnologia auxiliam advogados na produção de conteúdo. Entretanto, é essencial que o profissional revise tudo com responsabilidade ética.

Soluções jurídicas inteligentes, como as utilizadas na gestão de conteúdo jurídico, ajudam a organizar ideias, padronizar linguagem e manter coerência técnica. Contudo, a decisão final sempre deve ser humana.


Conclusão

O copywriting jurídico não apenas é permitido pela OAB — ele é necessário na advocacia moderna. Entretanto, ele exige responsabilidade, técnica e profundo respeito às normas éticas da profissão.

Quando o advogado escreve com clareza, fundamentação e foco informativo, ele educa, orienta e constrói autoridade sem ferir nenhuma regra. Assim, a persuasão acontece de forma ética, natural e sustentável.

Em resumo, escrever bem, com estratégia e ética, é uma das maiores vantagens competitivas da advocacia atual.


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